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28/09/2011 - 08h45m

ENTREVISTA: Professor Deyvson Cavalcanti fala sobre o Polo Agroalimentar.

Uma das grandes expectativas da sociedade alagoana e da comunidade acadêmica da Uneal é o funcionamento do Polo Agroalimentar. O projeto, pioneiro no Estado, já é um marco na história tecnológica de Alagoas. Nessa entrevista, o professor Deyvson Cavalcanti conta um pouco da história do Polo e também explica como este deverá funcionar.  Deyvson Cavalcanti é coordenador técnico do Polo Agroalimentar no âmbito da Uneal.
 

 
Ascom: Como nasceu a ideia de um Polo Agroalimentar?
 
Deyvson Cavalcanti: A idéia do Pólo nasceu no ano 2005 a partir de uma demanda do APL Mandioca, quando na ocasião professores da Uneal, ainda Funesa, aceitaram o desafio e começaram a estruturar um projeto para criação do Centro Tecnológico da Mandioca. A partir de 2006, o projeto toma uma dimensão maior e passa a se chamar Polo Agroalimentar, agregando à unidade de Arapiraca outra no município de Batalha.
 

A: Como se deu o processo de transformar em um projeto?

DC: Fora formada uma equipe de trabalho composta por cinco professores (Lenivaldo Melo, Deyvson Cavalcanti, Dacio Brito, Francisca Neta, Conceição) que ficaram com a responsabilidade de formatar os subprojetos e dar encaminhamento a submissão do projeto aos órgãos de fomento. Quando o projeto fora encampado pela SECTI outros agentes agregaram substancial conteúdo à proposta.

A: Como o Polo vai funcionar?

DC: Na verdade, a proposta aprovada junto à FINEP prevê a instalação física e laboratorial do Polo e a realização de alguns cursos ligados ao setor agropecuário. Após este processo de instalação, teremos o grande desafio de garantir sustentabilidade a este Polo, ou seja, criar um modelo de gestão para fazê-lo funcionar bem dentro da vocação para a qual fora pensado.
 
 
A: Qual a participação do Governo nesse processo?

DC: O governo entrou na medida em que percebera o projeto com uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Estado e, assim, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) se colocara como proponente do projeto, do qual a Uneal é a instituição executora e a Fapeal a entidade interveniente.

A: Por quais etapas o projeto já passou?

DC: Já fora vencida a etapa de licitação das obras físicas e estamos prestes a iniciar a construção das unidades. No momento estamos dando prosseguimento a algumas atividades que culminarão no processo licitatório dos equipamentos do Pólo.
 
A: Qual a expectativa de cada um de vocês sobre este projeto?

DC: Este projeto deverá funcionar como uma ponte, ou melhor, um viaduto, dada a sua magnitude, entre a Universidade e o setor produtivo. A vocação do Pólo é preponderantemente voltada para prestação de serviços no setor agropecuário, a partir das diversas demandas que já são uma realidade e muitas vezes até um gargalo para o setor produtivo. O Pólo poderá agregar muita qualidade e eficiência aos processos de produção rural, na medida em dará suporte técnico e científico a várias cadeias produtivas. Poderá também, em decorrência da sua vocação, prover o desenvolvimento de pesquisas aplicadas para resolução de situações-problema constatadas em campo.
 
 
A: Qual o papel da população no Polo Agroalimentar? Como ela deve ser beneficiada?

DC: A população em geral deverá ser a maior beneficiada, uma vez que há uma carência muito grande na prestação de serviços tecnológicos agropecuários no nosso Estado. O Pólo permitirá um acesso fácil do setor produtivo a esses serviços, muitos dos quais não são utilizados simplesmente por não haver disponibilidade na região ou por serem muitos onerosos para o pequeno produtor, para o agricultor familiar de uma forma geral.
 

A: Quais os ganhos para a universidade?

DC: Muitos. Em primeiro lugar a efetivação do Pólo permitirá à Uneal dar passos mais largos indo ao encontro do seu verdadeiro papel como indutora do desenvolvimento regional. Será, sem dúvida, também um espaço muito importante para o crescimento profissional dos nossos servidores e alunos, além do que teremos uma infra-estrutura considerável para desenvolvimento dos mais diferentes trabalhos acadêmicos voltados para o setor agroindustrial e agropecuário.
 
A: Por que precisamos de parceiros para tornar esse projeto realidade?

DC:Porque juntos somos mais fortes. No exercício da ciência esta é uma necessidade crucial, pois sem a consolidação de grupos de trabalho multidisciplinares e com larga experiência a tarefa se torna mais difícil. Para tanto contamos com apoio das outras universidades estaduais, que têm uma grande contribuição a oferecer. A Ufal já é parceira (co-executora) na instalação do projeto do Pólo e outras instituições importantes, a exemplo do Ifal, deverão se integrar. Outros parceiros têm atuado de maneira significativa: Sebrae, IEL, FIEA, dentre outros.
 
A: Na perspectiva pessoal-profissional, como você se sente em ter feito parte do início de um projeto desse porte?

DC: É gratificante poder contribuir dando um retorno social dentro da área que agente trabalha. Ao contrário do que muitos pensam, a Universidade não é cara e desnecessária para um Estado pobre e carente, antes, deve ser vista como uma mola propulsora para alavancar o processo de desenvolvimento social e econômico. A Uneal, como as demais universidades, tem muito a contribuir, por isso é preciso pensar o seu fortalecimento e encarar os seus custos como investimentos em médio e longo prazo. O Pólo é um bom exemplo desta lógica e esperamos poder demonstrar isto também quando da sua efetivação.
 
 

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