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04/02/2019 - 14h52m

Professor da Uneal tem conto publicado em revista inglesa

“A Ceia”, de Nilton Resende, é o conto que abre o livro 'Diabolô' e também já foi traduzido para o espanhol e para o francês

Professor da Uneal tem conto publicado em revista inglesa

Foto: Josué Seixas

O professor adjunto Nilton Resende, que ministra aulas no Campus V, Zumbi dos Palmares, ganhou mais um espaço na literatura mundial. Desta vez o escritor alagoano, teve uma matéria (conto) publicado pela revista Bookanista, da Inglaterra, na última quarta-feira, 30. A história abre o livro Diabolô lançado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal/2011). 

Um biscoito, violência sutil e o sussurro do final. É esse o resumo do conto “A Ceia”, do autor alagoano Nilton Resende.

O conto é narrado em primeira pessoa por um homem que se lembra de cenas de quando era garoto. Segundo Nilton, a ideia foi falar de “afirmação através da negação”.
“Pensei na ideia da procura pelo espaço, por se afirmar. O pai do menino nega o próprio pai para dar espaço ao próprio filho, como se fosse uma questão de física: algo tem que ir embora para que outra coisa possa ficar em seu lugar”, explica. Para escrever, tudo surgiu de um dia normal. Nilton estava comendo um biscoito e lembrou de uma brincadeira que tinha com o próprio avô. Daí, foi só começar a escrever. Reescrever. Repensar. “Esse é o conto que abre o Diabolô, inclusive, porque eu queria pegar o leitor e fazê-lo ao menos terminar de ler a primeira história", completa Resende.

Escrever literatura com tanta precisão, entretanto, custou muito tempo: Nilton já escreveu outros dois livros: O Orvalho e os dias (1998/Editora Cone sul e 2006/Edufal. A sair em 2019 pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos) e Ouriço (inédito). Um possível nome para explicar a técnica literária? da escritora Lygia Fagundes Telles. 

Leia abaixo um trecho do conto, em português:

“Mordo o biscoito que levei vagaroso à boca, e ele quebrando-se é como ossos que se esmagam. Trituro-o e imagino desfazer-se a rede desenhada em sua superfície, lembrando-me o jogo que meu avô me ensinou e para o qual me convidou em tantas tardes. Biscoito, rede, ossos triturados. Mordo e sinto mastigar o velho, as migalhas saindo pelos cantos como se uns dedos tentassem escapar.

Para acessar a versão publicada na revista Bookanista, e a versão em português clique nos links a seguir: 

 http://bookanista.com/supper/  

 https://trajeslunares.com/prosa-2/diabolo-contos/

 

 

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