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13/03/2012 - 13h45m

Professor substituto da Uneal conclui doutorado na UFPE

Ismar Inácio Santos Filho é o mais novo doutor em Letras da Uneal

Professor substituto da Uneal conclui doutorado na UFPE

Ismar Inácio Santos Filho é docente substituto do Campus I da Universidade Estadual de Alagoas e, na última sexta-feira (09), defendeu sua tese de doutorado, intitulada “A Construção Discursiva de Masculinidades Bissexuais: Um Estudo em Linguística Queer”. Ele concluiu o curso no Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal de Pernambuco.

O estudo que discute sobre a construção de homens bissexuais nos chats, Salas Cidades e Regiões Recife (PE) foi realizado sob a orientação da professora americana Judith Chambliss Hoffangel.

A banca de defesa foi composta pelos professores Luiz Paulo da Moita Lopes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Felipe Rios e Evandra Grigoletto, da UFPE, e Benedito Bezerra, da UPE.

A banca recomendou que o trabalho concorresse à melhor tese de 2012. A seleção acontece no próprio Programa de Pós-Graduação da UFPE, com todas as teses que são indicadas pelas bancas.  O prêmio é a publicação do trabalho no formato de livro.

Leia o resumo da tese:
Nos últimos anos, devido ao boom da Internet, e nesta os chats, tem acontecido um movimento de homens que almejam “conversar” com outros homens, para estabelecimento de relações sexuais. É o homoerotismo entre homens. Assim, nas conversas tecladas as masculinidades têm sido reconfiguradas, forjando, de modo expressivo, homens que se posicionam como bissexuais. Em função disto, este estudo objetivou compreender o posicionamento destes homens nestas conversas e quais performances de masculinidades bissexuais são por eles construídas, na tentativa de compreender que imagens são propostas para esses homens, que comportamentos são propostos, que identificação e ou distanciamento são forjados em relação às masculinidades heterossexual e homossexual e se estes posicionamentos provocam fissuras no sistema de gênero inteligível. A pesquisa se situa como um estudo em Linguística Aplicada, pois tem em seus aportes orientações dos estudos em linguagem – em estudos de gênero discursivo e estudos sociolinguísticos, através da linguística queer, dos estudos socioantropológicos, dos estudos de gênero e dos estudos em sexualidade, bem como dos estudos etnográficos. Desta maneira, serviram de base os estudos de Austin, Bakhtin, Bauman, Bucholtz e Hall, Butler, Carrara, Connell, Davies e Harre, Foucault, Giddens, Goffman, Hine, Louro, Moita Lopes, Ochs, Seffner e Wortham, dentre outros. Nesse bojo, a Linguística Aplicada necessitou ser indisciplinar, pois se constituiu por quadros conceituais híbridos, na tentativa de possibilitar a aproximação com a complexidade da vida em seus sentidos de gênero e sexualidade. O corpus analisado foi formado por conversas tecladas abertas, geradas através da etnografia virtual, sendo, destas, destacados “nicknames”, “gritos”, “anúncios de si” e “flagras de conversas”. Além das conversas abertas, foram geradas entrevistas com homens que se posicionavam como bissexuais, e nestas, algumas narrativas de si. Após as análises, compreendemos que as configurações destas masculinidades são realizadas em cumplicidade e com o apoio do ideal de homem, o homem vitoriano, mas que, de todo modo, são “outros” jeitos de encarar as masculinidades que são construídos nesse espaço virtual; são outras compreensões para as masculinidades. Palavras-chave: chats, performatividade, heteronormatividade, masculinidades bissexuais.

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