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15/03/2012 - 10h55m

Professor do Campus III conclui doutorado em Geografia, na UFPE

Professor do Campus III conclui doutorado em Geografia, na UFPE

O professor do Campus III (Palmeira dos Índios) da Uneal, Ailton Feitosa, defendeu, na quarta-feira (07), sua tese de doutorado “Zoneamento de Pequenas Bacias Hidrográficas e Caracterização de Áreas de Várzeas na Bacia do rio Pajeú, Pernambuco”. Feitosa concluiu o curso no programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidae Federal de Pernambuco.

Segundo ele, o estudo desenvolvido na tese constituiu a primeira tentativa de compatibilizar o zoneamento de pequenas bacias hidrográficas com o uso de dados orbitais, gerados por sensores remotos (SRTM e Landsat) e parâmetros morfométricos na identificação, delimitaçãoe caracterização dos ambientes de várzeas, fazendo uso da modelagem de dados em ambiente de SIG.

No período de afastamento para qualificação de doutorado, Ailton publicou artigos com parte dos resultados da pesquisa, em revistas, anais e apresentados em simpósios.

Confira os trabalhos:

1) Caracterização morfométrica e dinâmica ambiental como subsídio para identificação de áreas de fragilidade natural em bacias hidrográficas: o estudo de caso da bacia do rio Pajeú/Pe. Revista Brasileira de Geografia Física, n 4, 2011.

2)Diagnóstico da variabilidade espacial da temperatura de superfície num município do semi-àrido pernambucano. In: IV SIC - SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CLIMATOLOGIA. João Pessoa, IV SIC, outubro de 2011.

3) Análise da detecção de mudanças espaço-temporal da cobertura vegetal com base na comparação das técnicas MTVI e ChangeDetection num município do semiárido pernambucano. In: XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto SBSR, 2011, Curitiba. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 15. (SBSR), 2011. São José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), v. 15. p.6209-6215, 2011.

4) Modelagem dinâmica de escoamento superficial influenciando a susceptibilidade à erosão dos solos num município do semi-àrido de Pernambuco. Revista Brasileira de Geomorfologia, v.11, n.2, p.75-82, 2010.

5) Modelagem dinâmica de escoamento superficial influenciando a susceptibilidade à erosão dos solos num município do semi-àrido de Pernambuco. In:VI Seminário Latino Americano de Geografia Física II Seminário Ibero Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010.

Leia abaixo o resumo da tese de doutorado de Ailton Feitosa:

“ZONEAMENTO DE PEQUENAS BACIAS HIDROGRÁFICAS E CARACTERIZAÇÃO DE ÁREAS DE VÁRZEAS NA BACIA DO PAJEÚ, PERNAMBUCANO”

O zoneamento das pequenas bacias do rio Pajeú, foi feitoutilizando imagens de sensores remotos SRTM e Landsat, com procedimentos de modelagem de dados em ambiente de SIG e emprego das ferramentas dos softwares ERDAS Imagine 9.1 e ArcGis 9.3, complementados com validação das informações no campo. Do total de 467 bacias delimitadas para análise, foram selecionados 195 casos para caracterização dos ambientes de várzeas, através da aplicação de modelagem de dados, parâmetros morfométricos e critérios estatísticos de erros, acurácia e correlação. A modelagem dos dados foi realizada com critérios de extração de varáveis físicas, classificação de dados vetorizados, segmentação e classificação de pixels, para discriminar os níveis topográficos, a cobertura do solo e a planície de inundação em cada área selecionada. Os parâmetros morfométricos foram determinados em função da rede de drenagem e das variáveis morfológicas, com a aplicação de equações propostas para determinação desses parâmetros em pequenas bacias hidrográficas. Os critérios estatísticos empregados na validação dos resultados foram o índice de exatidão global (EG), que teve valor de 0,89 e o índice de Kappa (K), com valor de 0,83. Esses resultadosforam consideradosexcelentes para as imagens utilizadas no estudo. Na identificação e caracterização dos alvos de várzeas, foram utilizadas as técnicas de classificação da vegetação NDVI e EVI. Este último respondeu melhor aos objetivos da pesquisa.A estratificação das sub-bacias em 11 grupos de intervalos de classes facilitou a classificação física e a identificação das similaridades entre elas. As sub-bacias apresentarambaixa capacidade de armazenamento de água no solo, em função da topografia que facilita o rápido escoamento das águas de chuvas edas perdasiniciais da infiltração (Ia) de 5,5 mm a 10,1 mm no solo para o escoamento superficial direto (Q)que varia de 565,6 mm a 592 mm ao ano, cuja média histórica da precipitação na região foi de 624 mm para 45 anos de dados. Asvariáveis morfométricas calculadas revelaram que a densidade da rede de drenagem, a declividadee a menor variação das cotas topográficas (0-10 m) junto à calha do canal principal foram às características que contribuíram na identificação e caracterização dos ambientes de várzeas, com 94% de confiabilidade.Foram identificados 352 áreas de várzeas nas sub-bacias analisadas. Essas áreas são as mais utilizadas no semiárido, com 67% de suas terrasdestinadas às atividades agrícolas. Esse fato tem contribuído, por outro lado, para o desaparecimento da vegetação nativa e a descaracterização da paisagem da Caatinga, gerando sérios problemas ambientais para a fauna e flora na região.
 

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