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07/01/2012 - 10h50m

Uneal realiza apresentação do projeto Xangô Rezado Alto

Uneal realiza apresentação do projeto Xangô Rezado Alto

Na noite desta quinta (05), foi realizada, no Auditório Guedes de Miranda, no Espaço Cultural da UFAL, uma reunião para apresentação do projeto Xangô Rezado Alto, realizado pela Universidade Estadual de Alagoas, que visa marcar o centenário do episódio que ficou conhecido por “Quebra de 1912”, quando todos os terreiros e casas de matrizes africanas foram destruídos em Maceió.

Vários representantes de terreiros, pais e mães de santo, pesquisadores etc estiveram presentes à reunião visando marcar a data no calendário cultural alagoano. A Vice-reitora da UFAL, Rachel Rocha, falou sobre a importância do projeto: “Nós vemos esse momento e esse projeto com muita alegria, até porque temos vários pesquisadores envolvidos e comprometidos com o tema e é uma oportunidade de começarmos o ano de 2012 cheio de eventos, reflexões e ações propositivas para a construção de uma agenda positiva para o movimento negro em Alagoas e essa união da academia com o popular é bastante louvável e desejada pelo menos desde 2004 quando começamos essa pesquisa e é uma busca de aproximação desses dois universos e reconhecimento da academia ao saber dessas comunidades tradicionais”.



O quebra de 1912 foi um movimento que culminou com a destruição das casas de culto afro em Maceió em na noite do primeiro dia de fevereiro. Após a destruição dos terreiros e casas, grande parte dos pais e mães de santo de Maceió mudaram-se para estados vizinhos e os que resistiram, continuaram com seus ritos de forma que ficou conhecida como “Xangô rezado baixo”, já que os instrumentos e cântigos eram entoados de modo comedido, para não chamar atenção.

Para marcar o centenário desse momento histórico para Alagoas, a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) elaborou um projeto que conta com recursos próprios e do Fundo Nacional de Cultura para celebrar a memória deste episódio, como explica o Reitor da UNEAL, Jairo Campos: “A UNEAL vive um momento de maior aproximação com a comunidade e os movimentos sociais, e esse episódio é bastante emblemático, por isso pretendemos dar mais visibilidade às manifestações de cultura negra em Alagoas e buscamos no Ministério da Cultura o apoio financeiro para isso, com uma contrapartida nossa e juntamente com outros parceiros como a UFAL, podermos demonstrar o poder de reação e resistência, elevando a auto-estima do povo alagoano, num trabalho que iniciou-se em outubro de 2010 e que agora colocamos em prática”.



A proposta  é que aconteçam eventos lembrando a data durante o ano todo, mas essa fase do projeto se estende até o mês de maio com realização de seminários, congressos, exposições, prêmios e apresentações artísticas.

A primeira ação será um grande evento realizado nos dias 01 e 02 de fevereiro no centro de Maceió, com apresentações que acontecerão na Praça dos Martírios. A programação completa será divulgada em breve, como explica um dos organizadores do projeto, Vinícius Palmeira: “A nossa idéia com esse encontro é justamente discutir com a comunidade essa programação e em breve poderemos divulgá-la”, explicou.

 
Projeto Xangô Rezado Alto – de fevereiro a maio de 2012
Proponente: Universidade Estadual de Alagoas (Uneal)
Incentivo: Fundo Nacional de Cultura / Ministério da Cultura
Parceiros:
•         Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
•         Instituto do Patrimônio Histórico e Geográfico Nacional (IPHAN)
•         Secretaria de Estado da Cultura
•         Secretaria de Estado da Educação
•         Secretaria de Estado da Cidadania, Mulher e Direitos Humanos
•         Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (ITERAL)
•         Centro de Ensino Superior de Maceió (CESMAC)
•         Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL)
•         BRASKEM
•         Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA/AL)
•         Comunidades e Terreiros de Alagoas
 

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